Sobre a Oração – Orareis Assim

imagesPor que todo cristão deve orar?

Primeiro porque Jesus orava continuamente e nos ordenou: Orareis (Mateus 6:9).

Oramos porque agradou ao Espírito Santo gravar nas Linhas Eternas da Escritura Sagrada, e isso de forma abundante, o comando positivo para que oremos, “sem cessar”, “em todo o tempo”, com “toda oração e súplica”, “vigiai, pois, em todo o tempo, orando”. Jesus ensinou Seus discípulos a orarem sempre e nunca desfalecer (1 Tessalonicenses 5:17; Efésios 6:18; Lucas 21:36; 18:1; Salmos 86:3; 2 Timóteo 1:3; Atos 6:4). [William Teixeira]

A oração particular é o teste de nossa sinceridade, o indicador de nossa espiritualidade, o principal meio de crescimento na graça. A oração particular é a única coisa, acima de todas as demais, que Satanás busca impedir, pois ele bem sabe que se ele puder ser bem sucedido neste ponto, o Cristão falhará em todos os outros. [ Arthur Walkington Pink]

A fraqueza dos cristãos do nosso tempo reflete a fraqueza das nossas vidas de oração. As frequentes idas de nossas almas ao chão equivalem inversamente à mesma frequência em que os nossos joelhos não vão ao chão. [William Teixeira]

E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração. [Jeremias 29:13] A sinceridade é parte da oração, porque sem ela Deus não a considera como tal.

Todavia, muitos não sabem como e o que é orar e a confundem com as rezas (repetição de orações feitas por outrem e registradas através da tradição).

O mestre da oração, Jesus, que orava em todos e para todos os momentos de sua vida, nos ensina os rudimentos dessa prática:

a) O que fazer – Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente. [Mateus 6:6]

b) O que não fazer – E, orando, não useis de vãs repetições*[as rezas de que falei], como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. [Mateus 6:7]

c) O conteúdo – Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome [ter em mente a consolação de um pai celeste e santo que como tal deve ser imitado]; Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu [desejo da manifestação do Reino de justiça e paz, pela revelação da vontade dEle]; O pão nosso de cada dia nos dá hoje [buscar a provisão material e espiritual]; E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores [buscar e oferecer perdão]; E não nos conduzas à tentação; mas livra-nos do mal [buscar ser livre do mal – ativo e passivo]; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre [reverência e adoração]. Amém. [Mateus 6:9-13]

Portanto, oração não é, apenas, busca pela solução dos problemas materiais, ainda que é um dos elementos dela. Orar é buscar os valores de Deus para o nosso ser. É “construir-se novo”, pela renovação do entendimento [Romanos 12:2]; é fazer que o intelecto dê frutos [I Coríntios 14:14].

Sejamos renovados e bem-aventurados em oração, experimentando a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.

Haga de Haroldo

F. Haroldo de Sousa – Procurando ser achado Servo de Deus, Estudante das Escrituras, Coordenador e Professor da Escola Bíblica Dominical, Orientador no Curso de Teologia do IBE, Evangelista, Leitor dos Pensadores Clássicos e Contemporâneos,  Advogado, Pós-graduando em Filosofia.

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A Plena Confiança e Dependência do Senhor

praying_with_awe.jpgMas eu esperarei continuamente, e te louvarei cada vez mais.
A minha boca manifestará a tua justiça e a tua salvação todo o dia, pois não conheço o número delas.

Sairei na força do Senhor DEUS, farei menção da tua justiça, e só dela.   [Salmo 71:14-16]

O salmo setenta e um é daqueles que, ao adentrarmos à sua leitura e meditação, nos eleva o espírito e renova-nos as forças.

Ele começa como uma afirmação convicta, tanto de determinação, quanto de temor.

Sua determinação é demonstrada na expressão “em tí, Senhor, confio”. Por outro lado, externa temor de que algum dia possa ser confundido e levado a deixar essa confiança e, assim, roga: “Nunca seja eu confundido”.

Este mundo está cheio de adversários e adversidades. Em todas as áreas de nosso viver levantam-se empecilhos. Nada é de graça, nada é sem luta e sem resistência.

Quando não temos lutas externas nos deparamos com as internas. Por isso, o salmista, além de afirmar “em ti confio”, demonstrando que não teme as adversidades externas, roga “nunca seja EU confundido”, entregando a luta interna ao Senhor, dobrando sua alma, o seu eu, àquele que pode livrar-nos até de nós mesmos.

Tal posição do servo de Deus não é atoa. Tem sua razão de ser demonstrada em seu comportamento ante aos adversários e suas investidas.

Seu “segredo” é demonstrado no versículo treze, quando diz “Mas eu esperarei continuamente, e te louvarei cada vez mais”. Ou seja, quando da constatação de forças contrárias se lhe opondo, de inimigos atuando, de perdas e sofrimentos, ou ameaça destes, ele não se entrega ao desânimo, não murmura, não busca outro socorro em caminhos estranhos aos do Senhor. Mas, mostra-se intransigente, inflexível e convicto no princípio que rege a sua vida: Esperarei continuamente e louvando ainda mais ao Senhor, não obstante a situação adversa.

Acaso seria o salmista um homem que não tem as mesmas emoções e sentimento que eu e você? Não!! Todos, inclusive Elias que fez descer fogo do céu, estão sujeitos às mesmas tribulações e sentimentos.

Ele, porém, observava que a justiça e a salvação de Deus é sem limites (não sei o número delas).

Assim, após contemplar e meditar nas circunstâncias e adversários reais e presentes em seu viver, ele decide: “Sairei na força do Senhor DEUS, farei menção da tua justiça, e só dela”.

Bendita confiança que só o Santo Espírito nos transmite. Primeiro ele diz “sairei”, porque a estratégia do inimigo é nos manter acuados, evitando a batalha que ele sabe que perderá porque o servo do Senhor, quando sai, não sai em sua própria força.

O elemento da confiança expressa no salmo decorre do conhecimento da justiça de Deus. Aqui, justiça não é apenas o julgamento das coisas e situações, mas o quanto Ele nos supre de condições para vencer, pela confiança nEle (A justiça obtida pelo sacrifício de Cristo). Por isso “farei menção dela somente dela”, ou seja, não farei menção de apoio dos amigos (importante mas não definitivo), dos atributos que possuo, do conhecimento, do dinheiro, etc.

Portanto, caro amigo leitor, levantemo-nos e saiamos dessa posição de encurralado, de intimidado e declaremos fortemente “sairei na força do Senhor e confiante somente na sua justiça (O sacrifício de Cristo) para me livrar dos inimigos externos e internos.

Nessa justiça, esperemos continuamente e louvemos ainda mais ao Senhor. Aleluia!!!

Haga de HaroldoF. Haroldo de Sousa – Procurando ser achado Servo de Deus, Estudante das Escrituras, Coordenador e Professor da Escola Bíblica Dominical, Orientador no Curso de Teologia do IBE, Evangelista, Leitor dos Pensadores Clássicos e Contemporâneos,  Advogado, Pós-graduando em Filosofia.