Da síndrome de Maria do Rosário e do fórum inadequado

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Do absurdo equívoco

Ao assistir, ontem, uma reportagem que muito me indignou, fiquei a meditar o que levaria uma pessoa a agir como a moça que interveio em favor do bandido e em detrimento da segurança de seu namorado e a própria.

No episódio, o PM André Monteiro dos Santos, de 22 anos, e sua namorada foram abordados em seu carro por dois bandidos em uma moto. Eles anunciaram o assalto, e um deles portava uma faca.

Por instinto de sobrevivência e por seu dever de ofício, o PM sacou a arma para se proteger, mas sua namorada o abraçou e o impediu de atirar.

Ousado, o assaltante esfaqueou o PM no braço, derrubando sua pistola. O bandido aproveitou o deslize para usar a arma do PM e atirar contra ele 14 vezes, o qual não resistiu e morreu no local.

Os bandidos também atiraram contra a namorada de Santos, mas não conseguiram acertá-la com a única bala que restou na arma.

Da Possível Justificativa

Não sai da minha cabeça que a atitude da moça seja decorrente da insistente ideologia que procura arrematar adeptos em todo e qualquer grupo que, de alguma forma, contribua à destruição dos valores que combate.

Um desses grupos são os delinquentes das diversas categorias: homicidas, estupradores, pedófilos, pichadores, assaltantes, etc.

A grande pregoeira dessa “causa” é Maria do Rosário, deputada federal pelo RS. Ela esbraveja contra tudo e qualquer coisa que seja impor aos criminosos as penas por suas ações.

Rosário, a exemplo da namorada do PM, se “posiciona” sempre entre a vítima (sociedade) e o bandido, tentando impedir a aplicação da sanção.

Coloquei a “posiciona” entre aspas, pois seu posicionamento é apenas ideológico, visto que faz suas “defesas” da confortável segurança do congresso, de dentro de seus blindados e do abrigo da segurança privada de seu condomínio, etc.

Na prática, todos os dias, policiais, agentes penitenciários e outros profissionais que representam a ordem e a proteção da sociedade são assassinados pelo simples fatos de exercerem esse ofício.

Como alguém, em sã consciência, senão iludido por tal ideologia, pode imaginar que um bandido poupará a vida de um policial? Especialmente, alguém que é íntimo desse e sabe de todos os seus esforços, caráter, preparo e treinamento?

Ninguém se iluda, como essa jovem, pensando que a vida real seja fórum adequado para defesa de bandido. Ela só possível àqueles que vivem regalada e protegidamente às custas do trabalho  e suor do cidadão que é potencialmente uma vítima a todo instante.

Não existe “bandido bom”, seja morto ou vivo. Existe aquele que recebe a justa retribuição de seus atos, a qual conhece e proclama de antemão.

E não seja incoerente em defendê-los daquilo que nem mesmo eles buscam defesa, pois os tais proclamam quase que diariamente que conhecem a “sentença” que, mais cedo ou mais tarde, cumprirão como resultado do caminho escolhido: cadeia ou cemitério.

 

Haga de Haroldo

F. Haroldo de Sousa – Procurando ser achado Servo de Deus, Estudante das Escrituras, Coordenador e Professor da Escola Bíblica Dominical, Orientador no Curso de Teologia do IBE, Evangelista, Leitor dos Pensadores Clássicos e Contemporâneos,  Advogado, Pós-graduando em Filosofia.

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